Bolacha recheada: porque não devo comer? - Daniela Alves
Três sugestões para um sono mais reparador
19 de julho de 2018
Falta de energia, cansaço, fadiga? Entenda o motivo.
2 de agosto de 2018

Bolacha recheada: porque não devo comer?

A lista de livros interessantes vai se acumulando por aqui. Mas todos vão ter que esperar dezembro, porque até lá é foco total nos estudos para a Prova de Certificação em Medicina Funcional.

Mas vou sempre fazendo anotações, como essa sugestão que recebi do Andrew Weil Center for Integrative Medicine.

O livro se chama “Genius Foods”, lançado em março desse ano, escrito por Max Lugavere e Paul Grewal e basicamente descreve a conexão entre a alimentação e demência. Outros dois livros interessantes sobre o assunto, são “Grain Brain”, do Dr. David Perlmutter e “The End of Alzheimer’s”, do Dr. Dale Bredesen.

Me chamou atenção porque ontem um paciente me perguntou sobre qual seria o problema em comer “apenas 3 bolachas recheadas todos os dias”, pensando basicamente em comida com relação à quantidade e não à qualidade.

Minha resposta de sempre: “Alimentos não são apenas fontes de energia, são fontes de informação para o nosso corpo.”

Três principais problemas com a bolacha recheada:

  1. Carboidratos simples:
    Às vezes parece óbvio evitar açucares em doces ou refrigerantes, mas ás vezes fica difícil de entender que uma bolacha doce, salgada ou vários outros produtos de padaria é puro açúcar (basicamente 70% do peso).
    Açucares simples são metabolizados rapidamente, causando uma elevação rápida na glicemia e como resposta, o corpo libera insulina para reorganizar os níveis sanguíneos.
    Porém, com o tempo, o consumo consistente de carboidratos simples leva a insulina, um hormônio necessário porem pró-inflamatório a se manter cronicamente elevada.
    Vale aqui a lembrança de que a Doença de Alzheimer tem sido chamada de Diabetes tipo 3 – resistência à insulina no cérebro!
  2. Gorduras trans:
    Muitos dos óleos divulgados como próprios para cozinha são formados através de processos químicos, o que os tornam opções não saudáveis.
    Por exemplo, o processo de manufatura do Óleo de Canola produz gorduras trans e aldeídos.
    Não existe dosagem segura de consumo de gorduras trans (utilizadas amplamente na indústria com o objetivo de dar “crocância” e aumentar o tempo de prateleira dos alimentos processados) e de fato é um tipo de gordura que só trás malefícios e está ligada ao aumento da incidência de doenças cardíacas, demência e aumento da mortalidade geral.
    Aldeídos são deletérios à mitocôndria, que é a parte da célula responsável pela produção de energia.
    As alternativas saudáveis para cozinha incluem manteiga, óleo de coco, óleo de abacate ou banha de porco (para cozinhar) ou azeite de oliva (para temperar).
  3. Aditivos químicos:
    Emulsificantes são colocados em alimentos como sorvete, alguns tipos de leite (ou de bebidas vegetais – leite de soja, leite de amêndoas, leite de arroz) ou alimentos processados que tenham alguma maciez ou textura cremosa.
    Os dois mais estudados e mais deletérios são o Polysorbate-80 e a Carboxymethylcellulose.
    Pesquisas mostram que tais substâncias podem promover a inflamação e desorganizar o metabolismo.
    Quanto mais processado o alimento, maior a lista de ingredientes e maior é a listagem de substâncias químicas envolvidas com a fabricação.

Ainda sobre a bolacha recheada, eu procuro explicar para os pacientes os ingredientes, seus malefícios e sugiro opções saudáveis de substituição.

Mas sempre é bom lembrar, que orientar é tudo o que posso fazer.

A escolha repetida, a decisão diária e consciente por alimentos saudáveis cada um precisa fazer por si mesmo.

×

Olá!

Clique aqui para tirar suas dúvidas por WhatsApp ou envie um e-mail para contato@danielasalvadoralves.com.br

× Como posso te ajudar?