Imunidade, Disbiose e a COVID-19 - Daniela Alves
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Imunidade, Disbiose e a COVID-19

Ainda sobre imunidade, vamos falar da DISBIOSE intestinal, aquele descompasso entre o número e o tipo de bactérias patológicas e simbióticas do nosso intestino, que afeta a função das células imunes no trato gastrointestinal e que pode causar inflamação sistêmica e aumento da suscetibilidade às infeções e doenças crônicas.

Um sistema imunológico desregulado está se tornando cada vez mais comum, e cada vez mais importância tem sido dada à manutenção da integridade do microbioma intestinal. Muitos pacientes estão procurando novas maneiras de aumentar sua imunidade e melhorar sua saúde geral durante a atual Pandemia de COVID-19.

Dar suporte ao microbioma com intervenções dietéticas adequadas é uma medida preventiva importante e uma abordagem terapêutica de primeira linha para melhorar os resultados de saúde a longo prazo.

Pesquisadores do Reino Unido estão estudando intervenções para restaurar e otimizar a microbiota intestinal para que se possa ajudar na recuperação de pacientes acometidos com a COVID-19. Eles também ressaltaram a importância de controlar a microbiota intestinal dos pacientes antes, durante e após a infeção, pois a pesquisa sugere que a microbiota intestinal provavelmente permanecerá significativamente alterada, mesmo após a recuperação do COVID-19.

Os pacientes com COVID-19 na sua forma grave, tiveram quantidade reduzida de bactérias intestinais com potencial imunomodulador como Faecalibacterium prausnitzii, Eubacterium rectale e várias espécies bifidobacterianas.

Para avaliar a composição da microbiota intestinal após a recuperação, 42 amostras de fezes foram coletadas de 27 pacientes até 30 dias após o teste negativo para SARS-CoV-2.

Em comparação com indivíduos não COVID-19, a composição da microbiota intestinal dos 27 pacientes recuperados permaneceu significativamente distinta, independentemente de eles terem recebido ou não antibióticos.
Mas o curto período de acompanhamento do estudo não permitiu extrapolação de dados para sintomas persistentes de longo prazo – a já chamada “Covid Longa”.

As novas descobertas mostram que a composição da microbiota intestinal de pacientes com COVID-19 pode estar correlacionada com as concentrações plasmáticas de várias citocinas e marcadores inflamatórios, o que sugere que a microbiota intestinal possa desempenhar um papel na modulação da resposta imune do hospedeiro e potencialmente influenciar na gravidade da doença e de seu prognóstico.

A reformulação da microbiota intestinal pode se consolidar como mais um alvo terapêutico no tratamento de pacientes com COVID-19, talvez incluindo terapia nutricional ou probióticos.

Apoiar um microbioma intestinal saudável também pode ser considerado preventivo. Na Medicina Funcional, as medidas gerais que apoiam o sistema imunológico na fase de pré-exposição incluem a otimização da dieta, cuidados com a saúde intestinal e do microbioma, bem como o gerenciamento de doenças crônicas associadas.

Outras considerações gerais que são essenciais para a vigilância imunológica incluem a otimização dos fatores de estilo de vida modificáveis como sono reparador, prática regular exercícios físicos e manejo do estresse.

Fonte: Connections Newsletter, IFM, Fevereiro 2021

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