Micronutrientes: Suplementar? - Daniela Alves
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Micronutrientes: Suplementar?

Estatísticas da OMS indicam que várias carências nutricionais são comuns, principalmente de magnésio e incluindo ainda a falta de potássio, fibras solúveis e insolúveis, colina (Vitamina B8), cálcio e vitaminas A, D, E e C.

O risco de deficiência de selênio, zinco, folato (Vitamina B9) e B12 pode também podem ser encontrados entre populações específicas.

Existem quatro principais fatores que podem desempenhar um papel na deficiência de micronutrientes:

  1. Prevalência de dietas de estilo ocidental altamente processadas com baixo consumo de vegetais, frutas e grãos inteiros;
  2. Erosão da camada superficial do solo e consequente declínio dos níveis de nutrientes no solo;
  3. Uso constante de pesticidas;
  4. Insegurança alimentar ou acesso limitado a alimentos saudáveis ​​e em variedade; 

A desnutrição de micronutrientes, ou deficiências em uma ou mais vitaminas ou minerais essenciais, podem impactar negativamente a saúde física e mental e potencialmente levar a doenças crônicas. 

Para agravar a questão, o estresse psicológico e ambiental crônico pode impactar negativamente as concentrações de micronutrientes no corpo.

Vários dos nossos hormônios necessitam de minerais como cofatores e o excesso de stress leva a uma produção excessiva desses hormônios que acaba por consumir as nossas reservas.

Em uma época em que as estatísticas relacionadas ao estresse indicam sintomas significativamente mais elevados de ansiedade e depressão devido à pandemia de Covid-19, uma dieta rica em nutrientes composta de alimentos ricos em vitaminas, minerais e fitonutrientes pode ser uma ferramenta poderosa na promoção do bem-estar mental e no combate a doenças crônicas.

Precisa usar suplementos? Sim às vezes precisa. Para isso procure um médico que vai avaliar os sintomas de deficiências específicas de microelementos (que nem sempre são detectados num exame de sangue) e dar as devidas orientações.

Mas na maioria das vezes, fazer ajustes alimentares reduzindo açúcares e alimentos processados, com a boa e velha alimentação “bicho e planta” focada em alimentos produzidos em solos orgânicos, enriquecidos pela compostagem e sem pesticidas e com a ideia de descascar mais e desempacotar menos, já é suficiente.

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